Home / Brasil / STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

Primeira vez que um ex-presidente brasileiro é sentenciado por crimes contra a democracia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da chamada trama golpista. É a primeira vez na história do país que um ex-chefe de Estado é condenado por crimes contra a democracia.

Por 4 votos a 1, os ministros concluíram que Bolsonaro e outros sete aliados integraram um núcleo central que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. O julgamento reconheceu a prática de cinco crimes:

  • Organização criminosa armada;
  • Golpe de Estado;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Dano qualificado contra patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado.
Foto: Sérgio Lima/AFP

O voto decisivo e a pena

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, confirmou o alinhamento à maioria formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição da maior parte dos réus.

Do total da pena, 24 anos e 9 meses correspondem a reclusão em regime fechado, enquanto 2 anos e 6 meses dizem respeito a detenção em regime semiaberto ou aberto. Por ultrapassar 8 anos, Bolsonaro deverá iniciar o cumprimento em regime fechado.

Outros condenados

Além de Bolsonaro, também foram condenados:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

O colaborador premiado Mauro Cid recebeu pena mais branda: 2 anos em regime aberto.

Impacto histórico

Durante o voto, a ministra Cármen Lúcia destacou que o 8 de janeiro de 2023 “não foi um acontecimento banal”, apontando provas robustas de que o grupo, liderado por Bolsonaro, buscou minar o processo democrático.

A dosimetria segue em andamento.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *