São Miguel dos Milagres (AL) – Moradores encontraram, na terça-feira (9), uma ossada humana na praia de Porto da Rua. A descoberta gerou preocupação na comunidade e levou a Polícia Científica a iniciar imediatamente o protocolo de identificação.
Como ocorreu a descoberta
Pescadores e moradores caminhavam pela faixa de areia quando notaram uma jaqueta enterrada parcialmente. Ao se aproximarem, perceberam que havia ossos junto à peça. Além da jaqueta, peritos recolheram também uma bermuda jeans e uma cueca vermelha. O crânio da vítima, no entanto, não estava no local, o que aumenta os desafios para as investigações.

Foto: Política Científica do Estado de Alagoas
Exames iniciais
O perito Everton Pinheiro, do Instituto de Criminalística de Maceió, afirmou que o corpo já se encontrava em avançado estado de decomposição. Dessa forma, não foi possível identificar sinais claros de violência. Apesar disso, fragmentos da arcada dentária resistiram e poderão servir para exames odontológicos e de DNA.
Encaminhamento ao IML
Após a perícia no local, a equipe levou a ossada para o Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió. O médico-legista Luiz Mansur explicou que os restos mortais passarão por antropologia forense. Com esse estudo, será possível definir sexo, idade aproximada, altura e ancestralidade da vítima. Essas informações, segundo ele, são essenciais para direcionar a investigação.
Caso familiares apresentem documentação odontológica, os técnicos poderão comparar com os fragmentos encontrados. Se isso não acontecer, especialistas extrairão amostras de osso para análise genética.
Possível ligação com desaparecidos
De acordo com a perita Bárbara Fonseca, o DNA coletado será comparado com o material genético de famílias de quatro jovens desaparecidos na região da Costa dos Corais. Caso não haja correspondência, o perfil será inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos, ampliando a chance de cruzamento com investigações em outros estados.
Orientações à comunidade
A Polícia Científica orienta que familiares que reconheçam as roupas localizadas no local procurem a delegacia mais próxima para registrar ocorrência. Em seguida, um parente de primeiro grau deverá comparecer ao IML para fornecer amostra biológica, possibilitando o confronto genético.








