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Casa Branca afirma que Trump usará poder econômico e militar para defender liberdade de expressão.

A Casa Branca declarou nesta terça-feira (9) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera a liberdade de expressão uma prioridade absoluta e que não hesitará em utilizar o poder econômico e militar do país para protegê-la em âmbito global.

Jair Bolsonaro e Donald Trump na Cúpula do G20, em Osaka: brasileiro é aliado e declarado admirador do americano – 28/06/2019 (Jair Bolsonaro/Twitter)
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A afirmação partiu da porta-voz Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa em Washington, após um jornalista brasileiro questionar sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Washington não planeja medidas adicionais contra o Brasil

Karoline Leavitt explicou que, embora o tema esteja no centro das preocupações do governo norte-americano, não há novas medidas sendo discutidas contra o Brasil.

“Não tenho hoje nenhuma ação adicional para antecipar, mas posso afirmar que essa é uma prioridade para o governo. Até agora, não há negociações em andamento sobre tarifas ou sanções relacionadas a este caso”, afirmou.

Liberdade de expressão como prioridade do governo Trump

De acordo com a porta-voz, o governo Trump trata a defesa da liberdade de expressão como “a questão mais importante do nosso tempo”. Nesse sentido, a administração norte-americana afirma adotar medidas significativas sempre que considera que esse princípio esteja em risco.

Karoline reforçou que os Estados Unidos podem, em determinados contextos, impor sanções econômicas a países que, segundo o governo americano, violam a liberdade de expressão. Entretanto, ela sublinhou que, neste momento, não existe decisão concreta contra o Brasil.

Impacto político e diplomático

A fala da Casa Branca ocorre em um momento de forte repercussão internacional sobre os desdobramentos políticos e jurídicos envolvendo Jair Bolsonaro no Brasil. Portanto, o posicionamento norte-americano sinaliza uma atenção especial de Washington ao cenário político brasileiro, ainda que sem medidas imediatas.