A ambientalista suíça Anita Studer, de 81 anos, faleceu nesta segunda-feira (15), em Genebra, seu país natal. Ela fundou a Associação Nordesta e dedicou mais de quatro décadas à defesa da Mata Atlântica.
Graças ao seu trabalho, em 1989 nasceu a Reserva Biológica de Pedra Talhada, que protege áreas da floresta em Alagoas e Pernambuco. Dessa forma, comunidades locais ganharam uma importante aliada na preservação da biodiversidade.

Dedicação ao Brasil
A relação de Anita com o Brasil começou durante os estudos em ornitologia, quando pesquisou aves na Serra da Canastra (MG). Encantada, ela decidiu expandir suas ações ambientais e passou a atuar em reflorestamento, educação ambiental e apoio a comunidades rurais.
Por meio da Nordesta, mais de dois milhões de árvores nativas foram plantadas nas bacias dos rios Mundaú e Paraíba. Essa iniciativa reforçou a luta contra o desmatamento e contra as mudanças climáticas.
Homenagens e continuidade
Anita já tinha planejado retornar ao Brasil em 25 de setembro. Ela participaria de eventos pelo Dia da Árvore, incluindo o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, no dia 3 de outubro, e a inauguração da Reserva Florestal Comunitária “Mata da Suíça”, em Quebrangulo, no dia 4. A cerimônia estava pensada para homenageá-la em vida, mas agora simbolizará também sua memória.
Segundo Adrien Chardet, filho de Anita e atual presidente internacional da Nordesta, a agenda será mantida. “Agora temos uma motivação ainda maior: seguir com os planos e manter vivo o legado de Anita Studer”, declarou.
Nota do Ministério Público de Alagoas
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) divulgou nota de pesar pela morte da ambientalista. O procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, e os promotores Alberto Fonseca, Lavínia Fragoso e Kléber Valadares ressaltaram a importância de sua atuação.
De acordo com a nota, Anita ajudou a promover o plantio de milhões de árvores e inspirou ações de conservação em todo o estado. Portanto, sua contribuição segue como referência no enfrentamento da crise climática.






