Diagnóstico confirmado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu, nesta quarta-feira (17), o diagnóstico de câncer de pele após passar por exames em um hospital particular de Brasília. A notícia mobilizou apoiadores e aliados políticos, que atribuíram a doença a uma suposta “perseguição” sofrida pelo ex-mandatário nos últimos anos.

Reação da base política
Entre os primeiros a se manifestar, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a sequência de episódios envolvendo Bolsonaro teria impacto direto em sua saúde. “A facada, a prisão e a perseguição têm um objetivo muito claro. Agora, vemos ele enfrentar o câncer”, declarou.
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) pediu orações pelo ex-presidente e reforçou o discurso de perseguição. “Ore para que essa situação nunca chegue à sua casa. Ore pelos inocentes que se tornaram presos políticos no Brasil”, afirmou.
Na mesma linha, o deputado Zé Trovão (PL-SC) descreveu a doença como resultado de uma campanha implacável contra Bolsonaro. “Estamos em oração por sua vida. Anistia geral e irrestrita já”, defendeu.
Avaliação médica
Apesar das manifestações políticas, o médico responsável pelo tratamento, Cláudio Birolli, descartou qualquer relação entre perseguição e o diagnóstico. Segundo ele, o câncer se desenvolveu em razão da falta de cuidados básicos, como a exposição prolongada ao sol sem proteção.
“Trata-se de uma consequência de hábitos acumulados ao longo da vida. O tumor não é extremamente grave: não é bonzinho, mas também não é agressivo”, explicou.
Internação e próximos passos
Bolsonaro deu entrada no hospital na terça-feira (16) após apresentar queda de pressão, soluços e episódios de vômito. Ele permaneceu internado durante a noite e recebeu alta nesta quarta-feira.
De acordo com a equipe médica, o ex-presidente deverá retornar à unidade em até duas semanas para retirar os pontos da cirurgia. O procedimento, no entanto, também pode ser realizado em casa.








